O Doente e a sua Segurança

Este centro hospitalar envida todos os esforços para oferecer cuidados de saúde centrados no doente e, esta expressão envolve atitudes humanas como empatia e solidariedade, que vão dar resposta aos valores, preferências e necessidades individuais, assegurando que as decisões clínicas se guiam pelo respeito aos seus valores.

A Segurança do Doente é neste contexto, uma preocupação major do nosso centro. Na verdade, é uma preocupação à escala global.

O que é um facto é que hoje em dia, os cuidados de saúde caracterizam-se por haver Mais para Saber, Mais para Gerir e Mais para Vigiar, além de terem um muito Maior número de Pessoas envolvidas. Na maior parte do mundo, o avanço do conhecimento e da tecnologia foi superior à capacidade de organização e de prestação na saúde. Parte da explicação reside na existência de constrangimentos de vária ordem e transversais a numerosos países mas, a realidade é que, deste desfasamento resulta uma carga de risco potencial que constitui uma preocupação em todo o mundo.

Um objectivo premente da comissão europeia é estabelecer e garantir, neste âmbito, a segurança dos cidadãos europeus que utilizam os cuidados de saúde. O ministério da saúde português tem respondido através de normas, procedimento e circuitos, de modo a solucionar as questões mais graves ou frequentes.

O ideal é portanto que cada doente participe no seu processo de doença e tratamento tanto quanto deseje, e se envolva até ao ponto em que se sinta confortável ou capaz.

Há, por exemplo um aspecto vital: fornecer uma história clínica precisa e relevante.

Mas há outros campos em que a contribuição dos doentes aumenta a sua segurança: partilhar decisões sobre tratamentos e procedimentos e suas alternativas, fazer perguntas sobre medicação e seus efeitos, adoptar cuidados extra para evitar as quedas num espaço ainda desconhecido, questionar se os resultados de um exame já chegaram, participar nas iniciativas de controlo de infecção: lavar frequentemente as mãos e pedir aos familiares que o façam, à entrada e saída da unidade de internamento, identificar e comunicar as complicações de um tratamento ou reportar um evento adverso.

Sem dúvida que, um doente informado e responsável se sente e está, mais seguro.

Sob um outro aspecto, há dados interessantes sobre o doente hospitalizado. O facto de passar todo o seu tempo numa unidade, permite-lhe observar o ambiente, o movimento e as situações, ao contrário dos profissionais que entram e saem das enfermarias, alternando horários, urgências e turnos. É realmente um observador especial que, enquanto olha e espera, vê todo o quadro. Se o seu estado de saúde e motivação permitirem, pode ser útil e adequado fazer sugestões que visem melhorar a segurança ou o conforto do ambiente.

Sentir apoio e colaborar numa cultura de segurança hospitalar, colaborar objetivamente com os profissionais de saúde, sem dúvida, é ainda um fator de sucesso para o resultado do trabalho de cada um dos profissionais junto de cada um dos  seus doentes.

Porque, quando aumenta a Segurança do Doente, todas as partes saem a ganhar:

 

↑ Aumenta a satisfação do doente.
↑ Aumenta a qualidade dos cuidados de saúde
↑ Aumenta a satisfação dos profissionais
↑ Aumenta o grau de cidadania da organização 
↓ Descem os custos (com tribunais e processos judiciais)
↑↑ Aumenta a sustentabilidade financeira e o prestígio da instituição

 

Setembro 2020

Departamento da Qualidade do CHLO