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Mensagem da Presidente

 

Terminou 2020, provavelmente o ano mais difícil para todos nós.

Em Fevereiro e desde aí, inesperadamente, fomos confrontados com um turbilhão de mudanças, de dúvidas, de incertezas que nos foram marcando ao longo destes meses.

Foi preciso mudar quase tudo, para poder continuar a fazer quase tudo, e muito depressa, com as pessoas a precisar de nós, e nós nem sempre tendo a certeza que o que fazíamos era o mais certo, o melhor, mas parecendo-nos o mais ajustado. 

Ainda assim, foi possível manter a maioria das consultas que tínhamos pensado fazer, muitas das cirurgias, e ainda foi possível assegurar o ensino médico clínico pré-graduado, o ensino pós-graduado, os internatos médicos, os estágios profissionalizantes em enfermagem, em nutricionista, em farmácia hospitalar, em psicologia, enfim, aquilo que fazemos sempre. Foi, ainda, possível manter uma actividade na investigação clínica e agora também ligada à pandemia.

Mas não foi possível manter visitas aos internados, o que sabemos ter sido das provas mais duras para doentes e familiares. É verdade que tentámos dar melhores exemplos na comunicação pelos meios mais tecnológicos, mas ainda assim, falta o contacto directo, falta a presença, mas foi o possível.

Pudemos provar da solidariedade com os profissionais de saúde, com muitos a querer demonstrar o seu apreço e ajudando a manter a moral de todos nós, o que foi muito importante, fundamentalmente nos primeiros tempos mais incertos.

Terminou 2020 e começa 2021, com uma enorme esperança iniciada em Dezembro, a vacinação que, se for em massa e de forma sistemática, vai permitir, de uma forma eficaz e eficiente, voltar ao “quase” normal.

Ainda no rescaldo, precisamos de não esquecer o que de bom também esta pandemia trouxe, perceber, por exemplo, quanto devemos investir em conhecimento, e quanto é verdadeira a afirmação que juntos, com os mesmos objectivos, as coisas podem acontecer, como aconteceu com a inédita junção de vontades e propósito para o desenvolvimento das vacinas, e em tempo recorde.

Também a solidariedade entre pessoas, os mais velhos confinados, os mais novos ajudando os vizinhos, nas compras necessárias, nas deslocações para isto e aquilo, enfim muitos exemplos que teremos que saber replicar pelos próximos, em tempos muito difíceis de grande crise económica.

Mas tal como disse, há esperança, e neste ano de 2021, não vamos esquecer 2020, mas vamos utilizar o que de melhor aprendemos.

Muito obrigada a todos, e a cada um que contribuiu com a sua parte.

Bem hajam!

Rita Perez