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Mensagem da Presidente

O que queremos para o CHLO em 2019?

A resposta pode parecer - quase - simples, com o olhar na Melhoria contínua de Qualidade e Segurança Assistencial, mantendo a Diferenciação, a Inovação, a Investigação Clínica, o Ensino pré e pós-graduado, aumentar a satisfação de doentes, familiares e profissionais, melhorar os processos, fazer guerra ao desperdício, renovar equipamentos, melhorar o ambiente e… já está, o futuro num relativamente curto parágrafo cheio de desafios!

E como lá chegar?

A Melhoria continua da Qualidade e Segurança Assistencial, implica, em primeiro lugar, melhor acesso dos doentes à Saúde e isso, no Hospital, quer dizer, 1ªs consultas a tempo e horas, cirurgias de acordo com a sua gravidade, também a tempo e horas, informação ao doente e familiares, ao Médico de Família, numa abordagem multidisciplinar e holística do doente; implica que o doente, ao frequentar o Hospital, só pode melhorar – por exemplo, evitar uma infecção nosocomial (adquirida no Hospital) -, não sofrer uma queda, ou ainda, o que lhe é feito é o adequado e apenas isso; que depois da Alta, possa ser acompanhado pelo seu médico habitual, mas com a certeza que, em caso de necessidade, volta a ser assistido no Hospital.  Parece simples, mas não é… senão já o seria assim.… claro, sempre acompanhado pela simpatia e empatia dos profissionais, pela compaixão, pela prontidão e solicitude, pela assertividade, em fim, pela humanização tão importante em tudo o que fazemos ou recebemos, nós os humanos.

Manter a diferenciação, tem sido um desiderato que, juntamente com a inovação, tem levado a que o Centro Hospitalar se destaque nos novos tratamentos, nos processos clínicos mais complexos, com Centros de Referência já reconhecidos, com profissionais altamente competentes que investem na sua diferenciação todos os dias, procurando melhorar as suas performances, os seus resultados e que estes se firmem no panorama nacional e alguns desses resultados se firmem, igualmente, além-fronteiras. Já no que se refere à inovação e aos tratamentos de inovação, como a assistência ventricular e outros, temos feito um caminho muito claro nesse sentido: exemplo disso, é o investimento que o Hospital tem vindo a efectuar ao nível das válvulas aórticas percutâneas que, sendo um procedimento muito menos invasivo que a cirurgia clássica, permite tratar muitos doentes que até há pouco não era possível tratar (em 2018 colocaram-se, no CHLO, 166 próteses com esta nova tecnologia e prevê-se um crescimento de mais 26% para 2019; temos 928 doentes tratados de Hepatite C com os respectivos processos concluídos, ou seja, diagnóstico, prescrição, aquisição e dispensa terapêutica, consultas de acompanhamento, monitorização analítica e, finalmente, depois de tudo concluído, a prova de que estão curados , com cargas virais de zero  e livres da doença. No meio deste percurso, ainda temos 294 doentes que poderão terminar, entretanto, esta terapêutica. E como nenhum doente deve ficar excluído deste tipo de tratamento -  porque também é um problema de saúde publica-  já iniciámos o programa de acesso a esta terapêutica nos estabelecimentos prisionais desta zona da cidade, onde se fazia, e faz, o mesmo tipo de acompanhamento com a terapêutica HIV.

já no Ensino em muitas áreas profissionais e, claro, na médica - com a estreita ligação à Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, ou NMS = New Medical School, para o ensino pré e pós-graduado - mantemos a esperança que muitos dos que formamos sejam os médicos do CHLO de amanhã e por isso os ensinamos, e aprendemos, também, todos os dias. A Investigação Clínica, cada vez mais olhada com muita atenção, como a oportunidade de tratar melhor os doentes, com mais inovação, quer com ensaios clínicos de iniciativa da Industria, e que nos escolhem porque sabem que o que fazemos, fazemos bem, quer com um numero crescente - que muito nos orgulha - de estudos da iniciativa do Investigador (médicos, curiosos, que colocam questões a si próprios, sobre os seus doentes) e que o CHLO quer ver aumentar ano a ano, como já vem sendo hábito.

E apostar, também, na satisfação de doentes e familiares que muitas vezes nos testemunham isso mesmo através de cartas e de elogios às equipas, como, também, testemunham a necessidade de melhorar, de investir em condições físicas, na exigência do cumprimento de horários, no investimento em formação de quem atende ao publico, etc., etc.

Finalmente, porque nem sempre os últimos são os primeiros, porque primeiro são os doentes, mas  neste caso, sendo a base de tudo, uma palavra de satisfação aos profissionais que sabem, que pelo menos aqui, têm o reconhecimento do trabalho feito, do empenho, da competência adquirida, da amabilidade, da humanidade e do esforço diário em melhorar os processos e em combater o desperdício, porque o dinheiro nunca chega – somos todos subfinanciados -, mas que por razões que todos conhecem só podem ser reconhecidos desta forma, ou seja, com um Agradecimento e um Bem Hajam pelo que fazem.


Rita Perez

Presidente do Conselho de Administração